Título que a autora define seu
sentimento em relação à injustiça que sofrera. Na realidade, a condenação
preestabelecida pela imprudência e estapafúrdia de mais um caso lastreado pela mídia,
que segue a infectar a mente humana a seu bel prazer.
Fica o relato de Daniele Toledo, o
que ela vivenciou há dez anos, quando foi presa e acusada pela polícia de matar
a própria filha de um ano e três meses. A denúncia era que Daniele misturou cocaína
na mamadeira da filha, o caso teve repercussão internacional como mais uma
tragédia humana.
No livro a autora detalha os
momentos difíceis em que ficou encarcerada, foi espancada, violada e quase
morta. Apesar de seus apelos de que era inocente, porém, foram emudecidos. O
caso da Daniele teve reviravolta, após os questionamentos de uma arguta repórter
sobre a forma como a polícia se vangloriava pela sua presteza na solução do
caso.
O agravo dos ditos representantes
da lei enoja pela forma desavergonhada como agem, com destrato a quem se deseja
imolar, uma injúria disfarçada de “justiça feita”. Foi comprovada a inocência
de Daniele e a incompetência, por não dizer, o crime cometido pela própria polícia.
O pó encontrado na mamadeira era remédio para a filha. Desmascarando a injustiça
médica, da polícia e da mídia.
Conforme a autora do livro, a
própria Daniele, lhe resta as sequelas físicas e psicológicas do cárcere.
Acreditamos que vai além, porque há a perda de vidas, da filha e dela própria
como cidadã respeitada, que ficará para toda a vida. Revela como uma mentira
amplificada, sendo essa de responsabilidade da sociedade que se deixa ser conduzido
pela sujidade midiática, salvo a arguta repórter, pode tornar réu uma pessoa
inocente. Quem não se lembra do caso da Escola de Base.
Abordaremos ainda nessa semana a
patifaria do programa Bolsa Família e a questão dos ignóbeis em se fazer
justiça aos assassinos motorizados.