segunda-feira, 25 de julho de 2016

TRISTEZA EM PÓ

Título que a autora define seu sentimento em relação à injustiça que sofrera. Na realidade, a condenação preestabelecida pela imprudência e estapafúrdia de mais um caso lastreado pela mídia, que segue a infectar a mente humana a seu bel prazer.

Fica o relato de Daniele Toledo, o que ela vivenciou há dez anos, quando foi presa e acusada pela polícia de matar a própria filha de um ano e três meses. A denúncia era que Daniele misturou cocaína na mamadeira da filha, o caso teve repercussão internacional como mais uma tragédia humana.

No livro a autora detalha os momentos difíceis em que ficou encarcerada, foi espancada, violada e quase morta. Apesar de seus apelos de que era inocente, porém, foram emudecidos. O caso da Daniele teve reviravolta, após os questionamentos de uma arguta repórter sobre a forma como a polícia se vangloriava pela sua presteza na solução do caso.

O agravo dos ditos representantes da lei enoja pela forma desavergonhada como agem, com destrato a quem se deseja imolar, uma injúria disfarçada de “justiça feita”. Foi comprovada a inocência de Daniele e a incompetência, por não dizer, o crime cometido pela própria polícia. O pó encontrado na mamadeira era remédio para a filha. Desmascarando a injustiça médica, da polícia e da mídia.

Conforme a autora do livro, a própria Daniele, lhe resta as sequelas físicas e psicológicas do cárcere. Acreditamos que vai além, porque há a perda de vidas, da filha e dela própria como cidadã respeitada, que ficará para toda a vida. Revela como uma mentira amplificada, sendo essa de responsabilidade da sociedade que se deixa ser conduzido pela sujidade midiática, salvo a arguta repórter, pode tornar réu uma pessoa inocente. Quem não se lembra do caso da Escola de Base.


Abordaremos ainda nessa semana a patifaria do programa Bolsa Família e a questão dos ignóbeis em se fazer justiça aos assassinos motorizados.